[ Na mídia ] [ Clipping ] Reportagem sobre a fotógrafa Marina Bitten na Revista Versar NSC

O Jornalista Hermes Gregório fez uma reportagem para a Revista Versar sobre fotografia profissional, o projeto #ILoveMyself e outras coisitas más! Reproduzo o texto aqui:

 

Por Hermes Gregório

Em 2004 ela começou sua carreira fazendo books e ensaios fotográficos de mulheres em Criciúma, depois fez fotografias de moda e campanhas para grifes famosas e, com menos de um ano no mercado, já assinava outdoors espalhados pelo Brasil. Aos 25 anos tinha seu próprio estúdio e uma agenda lotada de trabalhos. Esta é Marina Bitten, publicitária por formação e fotógrafa por paixão.

Natural de Tubarão,no Sul de Santa Catarina, Marina se define como uma fotógrafa artista, ativista e vê a fotografia como uma oração. “Quando faço um retrato de uma pessoa, é o mesmo que estar rezando pelo bem dela. Sempre quero criar uma atmosfera que reflita o que a pessoa tem de bom, que mostre como ela gostaria de ser e onde ela quer chegar”, explica Marina, que considera a fotografia tudo na sua vida.

Em 2011, Marina resolveu se mudar para São Paulo para realizar o sonho de estudar arte e se deparou com realidades que nunca havia visto no sul. “Do luxo ao lixo, tudo lá é muito diferente de Santa Catarina. Fiz parte do movimento cultural que visa revitalizar o centro histórico de São Paulo e o transformar em circuito de arte. São Paulo oferece os melhores museus e centros culturais. Tive o prazer de estudar com muitos professores maravilhosos”.

Em São Paulo, Marina continuou atuando na fotografia, se atualizando e aprimorando a arte de captar em imagens as narrativas humanas. Inspirada pelo universo feminino, criou o projeto #ILoveMyself, que misturava fotografia com empoderamento para mulheres com problemas de autoestima, chegando a ser chamado de “fotografia com terapia” pelo jornalista Gilberto Dimenstein. Com o mote “por um mundo onde todas as mulheres amem a si mesmas”, o projeto ganhou projeção nacional e foi assunto em diversos veículos de comunicação. “Foi muito natural criar o #ILoveMyself. Eu faço ensaios femininos há 13 anos e sou testemunha do quanto uma mulher passa a ser mais confiante e a se achar mais bonita depois de um ensaio fotográfico. O mundo nos cobra a perfeição, a as mulheres internalizam estas cobranças. Se tornam vítimas e algozes de si mesmas. Ao posar para um ensaio, você descobre uma cartela de novos seres dentro de você mesma. Tive o prazer, junto com uma equipe maravilhosa, de ajudar muitas mulheres a extravasarem e se descobrirem. Por isso, a fotografia para mim também é oração, é um ritual amoroso para quem procura se sentir bem a respeito de si mesmo. A palavra ‘terapia’ teve tanto efeito, que passei a ser procurada por pessoas com transtornos psiquiátricos. O ensaio é um momento de catarse, uma injeção de bom humor, mas questões psiquiátricas não são tratadas no ensaio. Gosto de deixar claro que um ensaio não equivale e nem substitui a terapia. A parte terapêutica, eu deixo para quem é especialista”, explica a fotógrafa e artista visual, que cansou da loucura de São Paulo e desde 2015 está vivendo em Florianópolis, fazendo o que mais gosta: fotografia.

Ao ser perguntada sobre como usar a fotografia para impactar as pessoas e estimular a reflexão, Marina problematiza o papel do fotógrafo nos dias atuais: “Será que ainda é possível impactar as pessoas com a fotografia? Elas estão abertas à reflexão? Vivemos um tempo onde a própria figura do fotógrafo é bem nebulosa. Quem é mais fotógrafo: quem tem milhões de seguidores no Instagram e posta fotos parecidas com o que se vê em outros perfis ou quem produz algo nunca visto e por isso as pessoas não se conectam? Existe também esta grande tendência da falta de tempo, as pessoas só param para ler textos curtos. São as mesmas pessoas que se interessam por fotos as quais elas dominam a linguagem. Não consigo responder o quanto elas podem ser impactadas. Também não penso que a Internet seja um local para impactar, pois o estímulo visual é constante. A única saída é a arte, tanto de galerias como a arte de rua”.

Conheça o trabalho de Marina em marinabitten.net

Fotos: Marina Bitten

Acesse a reportagem original aqui!



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